sábado, 1 de janeiro de 2011

Recomeço - Capítulo 13 - Sobrevivente

Alguém estava me chamando, uma voz desconhecida. Connolly se levantou rapidamente da esteira, e chegou mais rapido do que eu na porta da cabana. Cheguei ao seu lado, e pus minha cabeça para fora da cabana. Dois homens, vestidos iguais a Connolly, estavam chegando carregando um homem. Um segurava pelos braços, outro pelas pernas. O homem era enorme, e eles pareciam ter dificuldade de leva-lo para cá. Eles puseram o corpo do homem, deitado de costas. Ele parecia estar desacordado, dormindo, inconsciente. Mas uma esperança minha, veio a tona neste momento, no momento em que meus olhos se cruzaram com o seu lindo rosto moreno.
Arnold. Arnold estava todo machucado, varias feridas estavam tampando a sua pele morena. O sangue ainda escorria, e eu senti um sentimento que esperei sentir. Pena. Meu corpo, numa sensação de reflexo, se agaixou e abraçou aquele corpo imóvel que tinha ficado comigo na hora mais dificil. E senti seu coraçao batendo tão forte.
- Nessie. - disse ele baixinho. Não o coração, mas a voz de Arnold. Levantei minha cabeça, Arnold estava de olhos abertos, piscando-os, repirando e falando meu nome, repetindo varias vezes. - Nessie, Nessie...
- Sim. - eu disse, sentindo as lagrimas cairem, e escorregarem por minhas bochechas. O gosto salgado e molhado, invadiu minha boca.
- Sua mãe, me pediu para dizer que te ama demais. Que você vai ser uma ótima pessoa, sendo voce o que seja. Ela pediu para nunca esquecer dela, e de sua familia.
- Ela morreu? Ela morreu? Fala, Arnold. Fale agora! - gritei, mas seus olhos estavam se fechando. Se abriram novamente.
- Nessie, eu te amo. - definitivamente, os olhos de Arnold se fecharam. Sua respiraçao parou, seu coraçao que batia tao profundamente, parou de bater, seu sangue ficou imovel. As lagrimas cairam mais e mais. E senti meu corpo cair mas leve do que um papel.
Foi Connolly quem me amparou.
***
Eu senti levada por uma onda de ar frio que entrava na cabana, e acordei num lugar diferente. Um lugar onde eu nunca tinha estado, e eu não estava com os pés firmes no ar, eu estava flutuando. Um enorme salão, com o teto abobadado, os azulejos faziam um desenho muito no chão. Um altar, continha tres tronos muito decorados com ouro, a sala era totalmente circular, tinha um enorme portao de ferro. Eu ja tinha visto aquele lugar, nao ao vivo, mas atraves de fotos ou de quadro. Eu acho que aquele lugar era o... Salão dos Volturi.
Eu ja tinha visto varios quadros de Carlisle que amostrava esse enorme salão. Eu sempre me fazia de desentendida e perguntava para Carlisle onde era aquele enorme salao, ele sempre me falava, mas sempre perguntava se ele ja tinha me dito, eu falava que não. E ele acabava me contando histórias dos Volturi para ele. Meu pai já tinha me contado uma história dele com os Volturi. Papai foi até os Volturi pedir para que ele morresse, porque tia Rose disse que mamãe pulou de um penhasco e morreu. E foi uma confusão...
O enorme portão de ferro se abriu escancarado, fazendo um enorme barulgo de porta enferrujada. Entraram duas mulheres, ambas vestiam vestidos pretos e caros, mas eram diferentes. Uma tinha os cabelos castanhos e a pele pálida, era baixinha. Outra tinha a pele pálida e era loira, era um pouca mais alta do que a outra. Ambas eram lindas. Athenodora e Sulpícia.
Seguidas por um casal de jovens, o garoto era loiro e tinha os cabelos tão lisos, e caíam sobre os ombros. A pele era pálida, e vestia um terno preto com um sobretudo preto. A mulher tinha a pele morena com os cabelos pretos que caim em cachos na cintura. Vestia um vestido de cetim vermelho.  Aro chegou atras deles, os cabelos curtos estavam perfeitos nele. Chegou tao elegantemente, e se dirigiu até seu trono. Um monte de vampiros vestidos com varias roupas, ambas pretas ou vermelhas, entraram atras dele, enchendo o salao.
- Albert, chame Marcus e Caius. - um vampiro que acabara de entrar no salao, se moveu e se dirgiu ate o portao, e abriu a porta com facilidade. Aro se sentou no trono.
Sulpícia, a baixinha, se dirigiu até Aro, e lhe deu um beijo tão apaixonado em sua boca. Athenodora foi até ele, e parou atrás dele, deslizando a mão pelos seus ombros, e sua barriga, até na parte que me surpreendeu. Olhei ela, e ela lhe deu um beijo tão profundamente na nuca e na boca. Mas Athenodora era a mulher de Caius, o que eu não entendi. De repente, Caius estava parado, imóvel diante de todos, olhando chocado o que sua mulher fazia em Aro.
- O que é isso? - ele perguntou. Marcus chegou ao seu lado, e ficou surpreso com a atitude de seu irmão.
- Sua mulher te abandonou, Caius. Ele prefere mais eu do que voce, voce é ingenuo,  hipocrita, avassalador... idiota. - senti que Caius estava furioso com Aro, mas se conteve no proprio lugar, analisando Aro como um estranho.
- É isso mesmo, Athenodora? Eu? E tudo o que fiz por voce? Em, Athenodora?! - quando olhei, Caius já estava no alta, ao lado do trono de Aro, segurando Athenodora pelo pescoço, ele jogou-a contra um vampiro, mas Athenodora ficou em cima de suas costas, em posição de ataque. Ela arrancou sua cabeça com uma mão, e o corpo do vampiro caiu, com um barulho de pedra caindo em cima de pedra. Caius correu contra Athenodora, mas estava se esquivou rapidamente, Caius ia cair no chão, mas conseguiu se erguer a tempo de tocar ao chão.
Aro ficou olhando, como se visse um video muito engraçado, no canal do Youtube. Ele olhou Sulpícia de um modo tão ameaçador. Desviei meu olhar para Caius. Athenodora acertou-o em cheio, ele caiu no chão, o mesmo barulho do vampiro que caiu no chão, porem Caius caiu em cima da cabeça do vampiros, esmagando-a completamente, quebrando-a em varios pedaços. Jane e Félix pegaram Caius pela gola da blusa, e levaram até Athenodora. Caius lutava contra eles, mas era um ancião lutando com um jovem.
Athenodora pos suas mãos nas laterais da cabeça de Caius, e rodou-a, até ela se soltar do pescoço e estar em suas mãos. Um grito ecoou no salão, o grito de Caius, o grito de dor dele.
- Athenodora! - gritou Aro, levantando e indo até ela. - Chega! Esse não foi nosso plano, matar Caius, eu quero ele vivo, mesmo que eu odeie, eu quero ele vivo. Larguem o corpo de Caius, e largue a cabeça dele. Ele será muito útil para mim.
Athenodora soltou a cabeça de Caius, e pensei que ela tinha jogado uma pedra tão pesada, que rachou o azulejo.
- Larguem! - girtou Aro para Jane e  Félix, eles largaram, mas o corpo, em vez de fazer uma rachadura, fez uma cratera no azulejo.
Aro ficou olhando o corpo e cabeça, sempre desviando seu olhar para dar motivo de estar ocupado. De repente, vi a cabeça de Caius começar a deslizar pelo azulejo, como se não fosse um chão de pedras, mas um chão de gelo liso, e molhado. E foi escorregando até chegar na parte do pescoço, lás, os nervos se encontraram com sua outra metade, e formando uma nova pele que escondia o estago, a cicatriz. Caius estava de volta, deitado no chão.
Ele se levantou, apoiado no chão. De repente, Félix e Jane pegaram seus braços, como fizeram na vez em que Caius teve sua cabeça arrancada, levaram-no até o grande portão, e se foram. Aro ficou fitando Marcus, e falou as palavras mas sem jeito do mundo. Fiquei com pena, do ancião mais velho dos Volturi.
- Você pensa que vai se safar dessa? Edward, Jasper. Levem-no. - de repente, dois homens de cabelos  cor de bronze se moveram, pegaram Marcus, e o levaram até o portão. Sumindo.
Ele voltou ao seu trono e lá ficou, sentado com as pernas cruzada e nada mais.
- Eu tenho um plano, um plano que custará muito caro, mas se eu quiser ter o meu objetivo, eu vou ter que pagar por isso... não só eu, como a todos os vampiros...
***
- Não! - acordei, exaltada e cansada.

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