domingo, 9 de janeiro de 2011

Recomeço - Capítulo 14 - A Mudança

Fiquei sacudida com o enterro justo de Arnold, estava sendo muito dificil esterrar ele, ele que fora para mim, mais do que um amigo, um irmão de verdade. Mas quer saber? Arnold fora para mim um homem que tinha mudado minha vida, eu tinha agradecido a ele. De acordo com a aldeia, uma pesoa morta deveria ser enterrada no dominio de seus orixá, então, o ancião da aldeia jogou numa esteira, um monte de pedrinhas, revelando que seu orixá era Iemanjá, a grande força das aguas. E ele daqui algumas semanas, seria jogado no mar, mas estaria preso a uma pedra, já que como morto, o corpo deveria estar com a mãe d'água e nunca mais emergir, achavam que era ofensa se o corpo emergia.

Bom, eu ainda estava viva graças a Deus, mas a cada dia, eu sentia que estava mais perto da morte do que nunca. Simplesmente não tinha entendido o meu sonho. Aro tomara a mulher de Caius, Athenodora, e esta tinha matado o marido, mas Aro não permitira que ela o fizesse, e isso me assustou um pouco... e um plano que Aro estava em mente, mas ele disse que esse plano só seria possível se ele sacrificasse uma coisa, uma coisa que prejudicaria a todos nós, bom, a todos os vampiros do mundo. O que seria?

Não me pasava nenhuma idéia em minha mente. O que Aro estaria planejando, por que ele permitiu a sobrevivencia de Caius, o que ele iria sacrificar que prejudicaria a todos, todos os vampiros. E minha familia estaria envolvido nessa história. Eu nem conseguia imaginar minha familia, prejudicada por causa de Aro. Eu nem queria saber de Aro, queria saber de mim e de minha familia.

Passou-se uma semana, fui novamente caçar, só que essa caçada foi mais farta, pois fomos em um grupo de cinco para a cidade. Connolly, o líder do nosso grupo, e de nossa aldeia, ordeno que nos alimentassemos da escória, assim não chamaria muita atenção em relação aos humanos. Mas eu não me aguentei, mordi duas meninas que saiam de uma balada, acompanhada de tres meninos, eles entraram de um beco, e um começou a alisar o outro como se sentissem excitados com aquela atitude. Eles ficaram surpresos quando entrei no beco, estragando a brincadeirinha intima deles, o beco era fechado, matei primeiro, para depois beber o sangue, impedindo que eles escapassem. Fui obrigada a queimar os corpos, pois, o casal estranho nao estava aparecendo para nós necessitavamos deles.

Logo, passaram dois meses. Eu estava totalmente mudada, estava me tornando uma vampira igualzinha a uma vampira normal. Meus olhos estavam da cor escarlate, a minha pele estava ficando mais palida, fria e dura, acostumada a me vestir com roupas leves, roupas de mulheres da aldeia. Eu, agora, estava ajudando as mulheres a fazerem comidas para as crianças, eu tinha me aproximado de uma menina chamada Nicolly, nos tornamos melhores amigas, no mesmo dia em que comecei a trabalhar na aldeia.

Nos tempos vagos, Connolly me ensinava a lutar, não era bom para uma mulher que vive na aldeia, aprender a arte da lutar, no começo, Connolly até me negava em me ensinar, mas com tanto esforço, ele cedeu e hoje estou quase uma lutadora de jiu-jitsu, faixa preta. Tudos as cegas, as mulheres nao poderiam sequer saber que eu estava treinando, se soubessem, iriam pedir aos seus maridos para ensinarem, e eu seria a má-influencia na aldeia. Connolly tinha me explicado que a "mulher, nasceu para comida, e o homem, nasceu para a luta", uma antiga frase da aldeia.

Bom, sofriamos ataques de animais, uma semana atras uma cobra tinha entrado numa cabana da aldeia, a mulher tinha se assustado com a cobra em sua rede, achando que era o marido que acariciava suas partes intimas, quando levantou o lençol, viu que o marido estava deitado em outra rede. Esta saiu correndo quando viu o corpo alongado da enorme cobra em sua cama. Eu tambem tinha ficado assustada, mas eu tinha o meu proprio "marido" em casa.

A um dia, Connolly tinha me surpreendido com uma noticia. Eu era a unica solteira da aldeia, e muitos homens solteiros da aldeia estavam de olho em mim, Connoly me disse que era sinal de sorte. Ele me disse que eu deveria me casar com um desses homens, pois uma mulher solteira, e uma mulher desorientada. - Mas é claro que não, eu não me casar com ninguém. Principalmente, não sou obrigada, e não estou apaixonada! - gritei com ele, quase agredindo-o. Mas ele tinha se esquivado da minha furia. Sorte dele. Eu não tinha acreditado nessa teoria de homens olhando para mim.

Tres semanas atras, eu tinha tirado minhas duvidas. Quando acordei, me levantei cedinho para ir a mata com as mulheres buscarem frutas para os alunos e para os mais novos, que ainda comiam alimento humano, ja que nao se transformaram. Quando sai da cabana, um professor  que estava ensinando o melhor jeito de libertar o espirito do lobo, se interrompeu no foco, para me olhar. Os alunos não perceberam para onde ele olhava, ficaram olhando o professor com uma cara estranha.

Voltamos uma hora depois, e outro professor interrompeu sua aula para vir falar comigo, cara de pau! Fiquei sem jeito, quando sua voz cantou em meu ouvidos.

Estava tudo bem na aldeia, eu estava bem, Connolly estava bem, todos estava bem. Só uma coisa me atormentava, os planos de Aro. Eu tinha certeza de que não eram bons, e que a aldeia sofria perigo. Não contei a Connolly sobre meu sonho. Preferi deixar tudo quieto, mas depois desse capitulo, tudo ficou mais perigoso. O perigo estava mais proximo do que nunca.

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