segunda-feira, 16 de maio de 2011

Recomeço - Capítulo 16 - Nessie me atrapalha em minha aula, querendo defender um vampiro idiota e inútil

Nessie estava sentada, num banco de madeira, um banco de tronco de arvore, que nós, homens, tinhamos cortado para fazer o proprio banco. Ela estava esquentando um pouco de agua numa panela de ferro, as outras mulheres estavam ajudando ela a fazer a refeição dos pequenos. Varri a aldeia com os olhos, procurando ao máximo me afastar de mim mesmo. Uma mão gelada e grossa, tocou meu ombro. Num instinto de reflexo em virei, quase atacando a pessoa que tinha me tocado.

- Néfter. - eu disse baixinho, encarando o homem de corpo largo, cabelos longos e pretos, amarrotados, vestido com apenas uma tanga indigena, a tanga de nossa aldeia. Ele era o professor de luta. - O que você está fazendo aqui? Deveria estar com seus alunos. As aulas já vão começar.

- Connolly, hoje eu não estou me sentindo bem, acho que eu vou lá no feiticeiro, será que você não poderia ficar no meu lugar? Só por hoje?

- Tem certeza que não aguenta? - perguntei, e ele negou com a cabeça. - Qual turma?

- A turma de 15 anos, eles vão começar hoje a como a matar um vampiro. Só que ele estão tão empolgados com o novo ensino, que não quero que eles fiquem mais anciosos. Vai dar aula?

- Vou. Qual vampiro que eu vou utilizar. - a testa dele vincou, os dentes ficaram trincados, e em sinal de dúvida, falei, mas ele me interroumpeu.

- Qualquer um, pode usar aquela menininha que capturamos enquanto caçava aqui na floresta. Aquela que se chama Maggie.

- Tudo bem.- ele deu um tchau e foi caminhando para a cabana mais próxima, a sua cabana. Fiquei ali parado, eu daria aula, aula para um bando de jovens, jovens de 15 anos. Eu sempre desejei dar aula, mas o feiticeiro disse que como sou o líder da tribo  eu deveria estar focado nos interesses da tribo, e não num bando de jovens que querem ser como o grande Conquistador. O maior herói de nossa tribo.

"Diz a lenda que o grande Conquistador nasceu no Benin, e enquanto estava caçando alguns animais para familia, acabou se deparando com dois crocodilos de seis metros. Ele matou os crocodilos com a apenas um arco e quatro flechas, que atirou nos dois pares de olhos deles. Levou o crodilo para o Benin, para sua familia, depois voltou a fronteira com a Nigéria, para buscar o outro corpo. Só que quando chegou, viu crianças da nossa tribo, se banqueteando com a carne crua do crocodilo. Ele ficou com raiva das crianças, e matou-as com o seu arco e sua flechas. O líder da tribo naquela época, foi ver o que tinha acontecido com seu filho que estava junto com as crianças. Ele achou a carcaça do crocodilo e os corpos das crianças, sendo devorados por outro crocodilos. Diz-se que o crocodilo que o Grande Conquistador matou, começou a andar, mesmo na forma de esqueleto, começou a andar na direção de Babeláau, o líder da tribo, e se desmontou na frente do nosso líder. Imediatamente, Babeláau decidiu vingar as crianças, e fez uma armadura com o esqueleto do crocodilo, sem deixar nenhum pedaço do esqueleto de fora da armadura.

"Depois de alguns dias, o filho do lider, apareceu para o pai, dizendo que quem matara ele, fora o homem das quatro flechas, dos dois crocodilos, da familia faminta da pele branca albina. O lider adivinhou quem era, e caminhou ate o Benin vestido com a armadura de osso de crocodilo. As pessoas riam dele, enquanto ele passava de aldeia em aldeia para se alimentar e beber um pouco de água. Enquanto se banhava num rio lotado de crocodilos que o obseravam de longe, Babeláau saiu todos molhado, com a armadura limpa. Os crocodilos sairam junto com ele. E foi assim, enquanto Babeláau avançava para o norte aé chegar no Benin, os crocodilos ainda estavam seguindo ele. Junto com eles, Babeláau massacrou tribos e aldeias, instalando nossa cultura iorubá nelas, até chegar no Benin. Ele encontrou o homem das quatro flechas, dos dois crocodilos, da familia faminta, da pele branca.

"Foi fácil, ele parou numa aldeia de uma familia que estava passando fome, ele encontrou na aldeia um esqueleto de crocodilo igualzinho ao daquele crocodilo armadura dele. O homem era branco albino, nao era africano, era europeu, e ele so tinha quatro flechas guardadas dentro de sua casa. Os crocodilos começaram a atacar a familia, a se fartarem, enquanto o lider começou a se rastejar pelo chão como um crocodilo. E foi assim, ele matou o Grande Conquistador e ficou conhecido como Babeláau, o líder dos crocodilos. Depois do massacre, Babeláau entrou dentro de um lago, e nunca mais se viu ele.

"Uns dizem que Babeláau morreu dentro do lago, atacado pelos seus proprios suditos, ele se tornara um orixá que vive dentro do lago com seus suditos, os crocodilos e outros animais. Mas nada se sabe dele. Ele nunca mais voltou a tribo, a aldeia passou a ter fome, ser invadida, a ter doenças incuraveis, entao o feiticeiro da epoca decidiu dar um basta, mandou caçar umm crocodilo femea e escolheu tres guerreiros da tribo para ter relaçoes com a crocodila. Os tres morreram, ela comeu os tres, mas eles conseguiram engravidar a crocodila.

"Os orixás fizeram com que o filhote nascesse meio homem, meio crocodilo. E assim nasceu Darkhnéssesse´s, o crocodilo-homem. Ele governou nossa aldeia por cem anos, apos ser morto pelo seu proprio filho, que nao era igual ao pai. Malekéleeh, o filho de Darkhnéssesse's, se tornou o novo lider da tribo. E assim vieram, Mikhan, Dagité, Kekeréje, Burundisu, entre outros."

Voltei a meu corpo, depois de ter dado um passeio nas histórias da tribo. Aquela história era a minha preferida do Grande Conquistador.

O frio estava tomando a aldeia, eu tinha de me apressar. Comecei a caminhar para dentro da floresta, ir até a
minha "sala" de aula. Bom, não era um sala, era uma área da floresta devastada para ensinar os alunos.

Ninguém veio atrás de mim, meu caminho estava livre.

***

- Bom dia, alunos. - olhei aquele mar de meninos que estavam com caras de quem nao tem bons amigos há um tempo, eles estavam confusos, por eu, o líder da tribo, estar ali com eles. - Bom, o Sr. Néfter estava passando mal, e pediu para que eu desse aula para voces, já que voces estão doidos para ter essa aula. Bom, a primeira coisa que eu tenho a dizer, é que vai ser muito dificil voces encontrarem um vampiro que esteja perambulando pela floresta, na cidade, voces tem até uma pequena sorte de encontrar um que esteja caçando. Mas no que eu quero chegar, é que, se encontrarem um vampiro, e ele quiser o ataque, faça com que ele seje o primeiro a atacar, vai dar um boa chance de vocês sairem com todas as parte de seu corpo, intactas. Vamos tentar, uns com os outros. Dividem-se entre dois grupos, o grupo dos vampiro e o grupo dos Vampisomens, se rolar discussão eu decidirei quem vai fazer parte dos grupos, sem reclamação, ouviram?
Foi dito e feito, os alunos não entraram num acordo, todos queriam fazer parte dos Vampisomens, e fui obrigado a dividir a turma. Claro, os "vampiros" não gostaram de estar no grupo, mas é tudo uma técnica.

- Por que não treinamos com um dos prisioneiros? ­- perguntou um aluno, ele era baixinho, e eu não acreditava que ele poderia ter 15 anos.

- Chegaremos lá, vocês ainda nem sabem como lutar com um vampiro, não comecei minha aula. Não sabem nem imaginar o outro grupo como vampiros. Como você vão lidar com um vampiro de verdade? - perguntei, ele se calou e foi se juntar com o seu grupo.

- Bom, voces tem que saber que o vampiro ele morre esquartejado, ou voce pode tirar algum pedaço que o faça com que ele morra, e nunca se esqueça, depois de esquartejado, queimar os pedaços, para evitar que ele volte ao normal.

- Ai, ele volta das cinza! - disse um aluno, eu não vi quem era, nem reconheci a voz, mas a turma toda achou graça.

- Muito engraçado, quem falou isso. Bom, quero um de cada grupo. Voce. - apontei para o menino baixinho, o que tinha me feito uma pergunta. - E voce - um menino do tamanho dele, quase, uns centimetros mais alto. Eles se colocaram um em frente ao outro, estavam se encarando com os olhos, um perfurando o outro com o olhar. O vampisomem começou a falar coisas que fez o vampiro atacá-lo, e foi uma dança mortal. O vampisomem agarrou o corpo do vampiro, girou-o com violencia, derrubando-o no chão, o baque foi surdo, e seu peso foi sustentado pela grama. O vamprio investiu, contra-atacou, enquanto o vampisomem estava de costas, pensando que a luta tinha acabado. - Mais uma coisa, nunca dê as costas para seu adversário. - o vampiro começou a socar o rosto do vampisomem, e parecia ser um vampiro mesmo. Logo depois, o vampisomem conseguiu se livrar, e deu uma gravata no vampisomem, mas ele era muito forte, e não desmaiou. - Próximos.

Outros garotos vieram, e assim sucessivamente. Os vampisomens ganhavam, porque estavam prestando atenção.

- Vejo que voces já estam prontos para a luta de verdade. Querem mesmo aprender com um vampiro?
"Queremos!" - todos disseram em coro.

***

Maggie, os cabelos encaracolados, castanhos claros, a pele palida, os labios vermelhos, mais fracos do que a cor dos olhos, seu vestido de gala, dava um toque chique nela. Ela estava sentada no gramado, os alunos estavam vendo-na como uma deusa, uma deusa tão linda, que vale a pena ser olhada com olhos curiosos. Ela veio com toda força para cima de mim, ela pos suas mão em meus ombros, e me tacou para o ar. Voei, voei, voei até cair no chão fofo, do solo gramado.

Investi contra ela, só que agora ela abraçava Nessie, com carinho.

- O que é isso? - perguntei quando cheguei lá.

- Maggie, o que Connolly fez com voce? - ela perguntou, mas seus olhos estavam focados em meus olhos.

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