domingo, 26 de junho de 2011

Recomeço - Capítulo 19 - O Conselho me julga por estar apaixonado por Nessie, achando que a maldição vai ser cumprida

- Eu não acredito! - disse o líder do conselho, sentado em uma cadeira toda feita de madeira firme amarrada num cipó, ele a quase destruiu quando o seu punho bateu bem forte no apoiador do braço, eu me assustei com tal atitude. - Você não pode fazer isso com sua aldeia, sua aldeia é a sua mãe, você tem que seguir de acordo com as leis da aldeia, e elas ordenam que não!

- Eu sei o que mandam as leis, afinal, eu crio elas, voces só autorizam-na ou não. E eu quero. - eu ainda estava confuso com o que a conversa estava sendo levada. Deixara de ser uma conversa civilizada, faz tempo, e eu queria voltar a esse tempo passado. Eu estava no conselho da aldeia, o conselho é o lugar onde vários velhos gagás ficam - moram -, é de lá que saem as leis todas preparadas, eles que espalham-nas, e são os maiores juízes da tribo. Mas eu não entendo uma coisa, o que eu estou fazendo aqui?

- Essa menina vai trazer tanta maldição para a aldeia, já foi um azar voce traze-la para cá, agora se dar de namoradinho, depois vai querer... ter filhos com ela, o que seria de nossa aldeia? Voce esqueceria ela...

- Epa! - eu gritei em sinal de advertencia, a mentira era muito deslavada naquele lugar inutil. - Meu pai se casou, teve muitos filhos, e nunca esqueceu da aldeia lá na África, ouviu bem? - dei um suspiro de alivio por ter jorrado tudo sem dó nem piedade.

- Ele tem razão, até um líder pode se apaixonar e ter filhos, nunca esquecerá a aldeia. - disse um ancião, eu não sabia quem falou, pois todos estavam com uma mascara de madeira, toda decorada.

- Cala boca, seu Judas, traíra e x-9 morrem cedo, sabia? - disse o ancião do meio, agora ele estava de pé, a mão posicionada na barriga. Eu esperava que ele fizesse algum movimento que me indicasse quem tinha me defendido, mas não fez. Ele olhou para mim. - Você está fazendo tudo errado, tudo que não deve ser feito, você está fazendo, você está sendo estupido a ponto de querer uma menina imatura e... vampira. - ele cuspiu a palavra com nojo.

- Meio vampira, lembre-se disso. - ele não gostou de eu te-lo corrigido.

- Não importa, tem sangue de vampiro é vampira, ela não pode viver em nossa aldeia. Lembra da lei de Malégui? - quem não lembra da lei de Malégui, o líder mais carinhoso com a tribo.

"Diz a lenda que Malégui era filho Abatuã, o líder mais ordinário da tribo, usava a liderança, como um meio a chegar em mulheres. No tempo de governo de Abatuã, foi fácil os ataques dentro da aldeia, pois Abatuã não ligava para nossa tribo. Ele morreu depois de viver 87 anos que a tribo viveu de ataques, perseguisões, mortes e guerras, mataram-no com um machete que fora fervido numa fogueira. Malégui entrara no lugar do pai, e fora o melhor líder de toda a época. Malégui, fora criado com as melhores criadas da aldeia, cresceu um homem bem sucedido, deu muitos filhos a aldeia.

"Sua mulher, Maguinãniã, era uma mulher ambiciosa, aproveitava o conforto do marido para poder conseguir tudo o que quer, além de traí-lo com seu irmão mais velho, Dujéiba. Eles gastavam o dinheiro todo. Maguinãniã era uma vampira muito esperta, e adorava esse dom que ela tinha recebido.

"Malégui estava desconfiado, foi ao proximo feiticeiro, e este ordenou que ele se separasse de sua mulher. A tristeza de Malégui foi tanta, que ordenou que matassem todas vampiras, até as que estavam gravidas. As mulheres foram queimadas em fogueira viva, até a mulher de Malégui junto com o irmão.

"Desse dia em diante, Malégui proibiu dos homens terem relações com as vampiras.

***

Agora eu encarava com mais seriedade aqueles tres, eles pareciam estar a vontade com a minhas lembranças, os flashbacks que passavam em minha mente. O do meio se aproximou de mim, enquanto ele falava, ele me rodeava, tentando fazer com que eu ficasse zonzo. Enquanto ele andava, esperava que meu corpo desse algum sinal de ter alguma coisa errada, alguma sensaçao de náusea, ou eu poder vomitar para poder sair dali logo.

- Você. Vai. Se separar. Dessa vampirazinha, ela não merece sua glória. - ele disse as palavras, cuspindo-as como se elas tivessem saido com uma mosca presa em sua garganta.

- Sinceramente, não vou terminar com Nessie, por que voce quer, ela não merece essa injustiça, nós nos amamos...

- Ela ama o seu o poder sobre a tribo. - gritou ele com fúria, fiquei olhando ele, em seu momento de raiva, ele pegou a mascara tirou-a e jogou-a no chão, ela se espatifou em vários pedaços. Percebi que a mascara nao era feita de madeira, mas sim de porcelana; e isso me assustou. Seu rosto me deu medo, por causa de nunca ter visto um rosto tão feio quanto aquele rosto horrendo.

Ele era todo enrugado, a pele era lisa e parecia estar molhada. Parecia rosto de gente que fora queimado em fogueira viva, mas conseguiu se salvar.Ele não tinha o globo ocular, um enorme buraco profundo e negro, sondava o lugar onde deveria estar o olho. Um pedaço da mandíbula estava exposta, os dentes apodrecidos, os labios ressecados e finos, o rosto mas feio do que o Shrek, um ogro de cinema que eu tinha visto um dia em cartaz, enquanto caçava na cidade.

- Então... - gaguejei com nojo daquela face que me assutava. - en-então, é por-por isso que-que vo-vo-voces u-u-usam ma-ma-ma-ma-mascara?

- É, para não acontecer o que está acontecendo, as pessoas ficarem com medo. - sua mandibula subia e descia enquanto falava, a carne esposta no seu rosto me assutou, e vi que ele era totalmente estranho. -
Temos mais de 2.000 anos, jovem Connolly, sempre vivemos com a aldeia, quando seu pai soube que voce liderou uma rebelião e fugiram dos Volturi, mandou que nós viessemos para cá. Depois disso, fomos pegos por "Filhos da Besta" e eles nos queimaram, achando que eramos vampiros.

- Mas não é possível, meu pai disse que os "Filhos da Besta" se extinguiram faz seculos, antes de eu nascer, antes dele nascer.

- Os Filhos da Besta não deixaram de existir, apenas se esconderam com as nossas invasões na Rússia e na China, territórios independetes, que eram mais frequentados por "Filhos da Besta" - a palavra me assustava. "Filhos da Besta" eram pessoas iguais a nós, pessoas que os humanos não sabiam que existiam, caçando ocultamente. Vampiros se alimentam de sangue, zumbis de carne, lobisomens de alimentos humanos, sereias de carne seca humana, e "Filhos da Besta", se alimentavam de almas humanas, mas o seu organismo levava anos para desfazer uma alma. Meu pai falou que já ficou cara a cara com um "Filho da Besta", e que ele tinha mais de 700 anos, e que em toda sua vida como "Filho da Besta", ele tinha matado apenas 13 pessoas.

- Eu pensava que eles tinham morrido faz tempo.

- Não pensa que vamos ficar falando o dia todo sobre "Filhos da Besta", ainda teremos nossa conversa. Você está dispensado. - dei as costas, e sai da cabana com um sorriso malicioso.

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