domingo, 5 de junho de 2011

Recomeço - Capítulo 20 - Mostro à Renesmee meu esconderijo - Parte 1

- Nessie! Nessie! - eu corria em direção a minha cabana, ela estava a poucos passos da regiao em que me encontrava. Eu esperava que Nessie ouvisse minha voz e corresse em minha direção. Não foi o que aconteceu. Cheguei lá, pelo menos, depois de uns três segundos. - Querida cheguei! - brinquei com ela, ela estava arrumando a cabana, parou seus afazeres e veio me dar um beijo ardente em meus lábios ressecados.
Esperei que ela parasse com aquele beijo, tinha tanta coisa para lhe falar, mas eu não eu queria lhe dar a partida, seria meio idiotice minha dar a partida. Ela afundou ainda mias seus lábios frios contra os meus. Senti o gosto de sangue despertar minha boca, e percebi que eu estava com meus caninos penetrados nos lábios de Nessie. Ela parecia não estar percebendo. Fui forçado a parar com aquele beijo.

- Desculpe, Nessie. - ela olhou com uma certa dificuldade de entender o que estava acontecendo. Pôs as mãos em seus lábios inferiores, sentindo o sangue escorrrer bem molhado no dedo dela. Ela pôs o dedo na boca, e sentiu que o seu sangue ceder sua lingua por completa. - Eu não percebi, o beijo estava tão bom, que não quiz parar. E se não é falta de educação, voce é uma delícia, no bom sentindo, quer dizer, seu sangue é uma delícia.

- Eu não estava sentindo. E não, não é falta de educação. - ela se virou e começou a andar na direção da rede, sentou-se lá e ficou com as mãos entre as pernas que estavam juntas. Fiquei encarando suas costas, até ir lá falar com ela, sentei-me ao lado dela, pondo meu braço em seu ombro. - Eu pensava que você me amava.

- Eu te amo, Nessie.

- Não parece, parece que você liga mais para sua aldeia do que para mim. - ela disse, as lágrimas pendendo em seu rosto.

- Eu preciso pensar na aldeia, também, mas penso em você, Nessie, penso tanto, que nem em meu sono eu para de pensar em você, Nessie. - nossos olhos se encontraram.
Ela se levantou, e desandou a falar.

- O problema, é que, é, eu vou falar qual é o problema... é que a gente ainda não - ela pensou por alguns segundos. - transou. - completou a frase que me incomodou um pouco. - Todo casal transa, Conny, estamos juntos, faz um mês, e até agora... nada.

- É isso, Nessie? - me levantei e fui parar do seu lado. - Você está com raiva de mim, por eu não ter transado com você? Nessie, eu quero isso, só que temos que ser pacientes, dar tempo ao tempo, deixar acontecer. Nessie, você tem apenas sete anos, uma criança...

- Mas eu tenho corpo de adulta.

- Mas é uma criança, Nessie. Não importa o corpo, o perfil corporal, o que importa são os anos, a idade. Nessie, você mesma me disse que ainda nem menstruou, como você quer transar.

- Você quer transar comigo depois de uns... sei lá, uns dez anos? Onze? Vinte? - ela parou para pensar, eu
não repondi. Não queria tê-la completamente, agora, nesse exato momento, Nessie tinha sete anos, mas o corpo de uma garota de dezessete, eu seria um pedófilo se eu fizesse isso. Mas também não queria falar não, para não magoá-la. Por isso, preferi ficar quieto, deixar que Nessie falasse mais do que devia. - E se você morrer até lá? Você não é imortal, Conny, você tem um período de vida, um período longo, mas não é imortal, você pode morrer amanhã, hoje... agora!

- Eu não vou morrer, Nessie.

-  Como você tem certeza?

- Porque quando conheci você, você me fez viver ainda mais, você me deu um bônus de vida, eu agradeço.

- Agradece como? - ela se virou, e nosso lábios foram se aproximando, senti sua respiração, senti ela retirar o oxigenio de meu nariz. Seus lábios se apertaram contra os meus, e senti que ele tinha mais intensidade do que o outro, que fora mais para dar para nao passar que Nessie não deu um beijo em mim, quando chegei na cabana. Ela se afastou.

- Ai como queria sair dessa barraca, tomar um banho gostoso de cachoeira ou piscina, ou até um rio.

- Eu tenho o lugar perfeito. Me acompanhe.

***

A mata estava desértica, era muito comum você encontrar algum homem da tribo caçando na mata, ou fazendo algo diferente. Nessie andava mais lento do que eu, me obrigando a me transformar em lobo e carregá-la nas costas, pois ela estava cansada. Ela era leve, e tive bastante sucesso quando tive de subir um colina bem inclinada. Ela estava um pouco escorregadia, uma das estapas que tive de superar.

Estávamos indo ao meu local predileto, um local belo, fechado, e a proxima aldeia da tribo, se decidissemos sair do nosso local atual. Queria ver a cara de Nessie, quando desse de cara com o meu local. Dificl de ser achado, um grande espaço para a plantaçao e com bastantes quedas d'águas. Essas eram as caracteristica que nos daria uma boa chance de conseguirmos vivermos lá.

Nessie estava tediada, ela não demonstrava, mas eu podia perceber no modo como sua boca faladora, estava quieta. Estávamos chegando, era só ela ter um pouco de paciencia. Eu estava tendo, não custaria nada tentar.

Enquanto avançavamos, ela cantarolava uma musica agradavel a meus ouvidos. O seu ingles era perfeito, e tive dificuldade de entender algumas palavras. Ouvi ela falar a frase, "dê um sorriso a cada dia, sabendo que você está vivo, assim poderá continuar, o que você começou no principio". De algum modo reconheci essa musica, Smile Day, de Ganner Frist, um britânico que morreu faz séculos.

Comecei a assobiar a melodia da musica, ela cantava, dando pontos finais nas palavras. Depois, foi tudo numa só frase, sem ponto entre elas.

- Não sabia que você conhecia Smile Day? - ela falou. Continuou - É uma musica especial para mim, adoro Smile Day. Minha mãe cantava para mim, quando eu ia dormir.
Suas palavras soaram ocas.

- Tambem gosto de outras musicas, com Imagine, Yesterday, dos Beattles, as musicas sao lindas. Adoro musica romantica e lenta.

Caminhamos ainda mais um pouco, quando um barulho de cascata inundou nossos ouvidos. Percebi que estavamos proximos do lugar. Em menos de 5 minutos, um grande buraco rochoso na encosta de uma colina fez agente parar instintivamente. De dentro do buraco, saia o som da cascata, uma leve onda de uma brisa fria, e a escuridão era total lá.

Senti o lobo sair de dentro de mim.

- Já chegamos. - eu disse, me virando para Nessie.

- Mas o que é exatamente isso? - perguntou ela, se aproximando a passos pequenos, medrosos e bambos.

- É o meu lugar preferido na mata, gostou?

Ela fez uma cara de quem não gostou, e de quem nao entendeu o que eu falei.

- É uma caverna que encontrei logo que chegamos na Irlanda. Eu ficava fascinado com a beleza dela, então, um dia pensei que ela serviria como base para aldeia, se esta fosse atacada. Contratei alguns dos homens da tribo para poderem trabalhar na manunteção e melhoramento da caverna. Mas que eles não poderiam sair de lá de dentro, deveriam morar lá. Eles aceitaram, então os mandei para cá. Toda vez que eu me sinto triste ou solitário, venho para cá para pensar um pouco.

- Mas como voce quer manter uma aldeia ai dentro?

- A caverna é recortada por vários rios de grossuras diferente, agua não é escassa, aqui. Tem um enorme campo para as atividades agrícolas, e no topo da caverna, tem um ósculo propício para nós sabermos se está de dia ou de noite, as vezes, sol é importante para gente. Assim nos poderemos nos manter por alguns anos.

Eu comecei a andar na direção do buraco, parei ao lado de Nessie. Nós dois começamos a caminhar em direção ao buraco. Subimos um pouco a encosta da colina, até estarmos na linha do enorme buraco. Uma enorme escada cor de areia, se encontrava dentro do círculo, descemos as escadas lentamente, até estarmos numa área bastante escura. Eu enxergava Nessie, com a minha visão bastante evoluida. Ela parecia desesperada. "Calma" eu disse, pegando uma tocha. Ela não estava acesa, mas de algum modo ela se acendeu rapidamente. Eu sabia os motivos.

A entrada era cercada por vários homens, para garantir que nenhum estranho entre. Toda vez alguem conhecido entrava na caverna, eles acendiam as velas de um modo que não sabia, e eu tinha curiosidade.
A caverna ainda estava escura, mas não o suficiente para não podermos enxergar. O fogo da tocha, dançava um ritmo alegre, senti que o ar foi ficando mais quente a cada passo que eu dava.

- Está pronta? - chegamos ao limite da entrada, uma enorme rocha circular tampava a entrada.

- Estou. - disse Nessie confiante o bastante para entrar naquele lugar.

A rocha se moveu, saiu do seu lugar, e se fixou sozinha na margem da porta. Deixando um espaço suficiente para eu e Nessie passarmos. A luz entrou por aquele buraco e iluminou nossos rostos. Dei um passo confiante, Nessie me seguindo meio zonza pela luz ofuscante do sol.

- Ual!- disse ela entredentes.

Eu tinha me esquecido como era a caverna, ela enorme, enorme mesmo, muito grande, grande mesmo. De um formato circular, parecendo um iglu enorme feito de rocha. O teto abobadado, estava decorado com pontas esculpidas na própria rocha do teto. A caverna toda estava revestida por essas pontas. O chão da caverna era enorme, e fiquei impressionado, parecia até uma paisagem que eu olhava. Um enorme espaço oval, estava concentrado no centro da caverna, o local onde ficaria as barrascas, ele era margeado por uma densa floresta que fiquei impressionado com o verde ofuscante das arvores. A floresta era margeada por uma faixa de terra onde seria cultivado os alimentos. A faixa de terra era cercada por um longo rio, de grossura espetacular, ele fazia uma volta em torno da caverna, e entrava para dentro de um corredor da caverna, onde seria sala de banho. O rio era cheio de peixes, então já tinhamos uma garantia na pesca, para nao entrar nenhum peixe na sala de banhos, conseguimos colocar uma tela feita de fribras, impedindo a passagem dos peixes para a sala de banho, ou qualquer ser que viva no rio.

- Aqui é muito lindo. - ela disse, tão sem graça. - O que eles estão fazendo? - ela apontou para um grupo de homens que estavam no teto, na parte central. Eles pareciam estar quebrando-o.

- Estão fazendo um ósculo para a entrada de luz, chuva, para vermos as estrelas. Terá 5 km de circunferencia, essa cavena e enorme. Tá vendo aquele grupo? - apontei para o grupo de pessoas que estavam na margem do rio, quebrando a parede da caverna. - Eles estão fazendo os lugares para os ensino dos alunos, nossos jovens precisam saber viver com a natureza.

- Os alunos vão estudar fora dos muros?

- Sim, fomos criados ao ar livre, seria injusto que eles treinassem dentro dos muros. Aliás, o corredor será bastante comprido e largo, se algum ataque acontecer, os inimigos nos darão tempo para estarmos preparados, enquanto eles percorrem o corredor.

- E essa abertura. - ela apontou para trás. Comecei a andar em direção as escadarias que davam uma volta na aldeia, até parar num lugar na margem do rio, suficiente para caber varias pessoas.

- Será fechada, para confundir o inimigo. Mas terá gente trabalhando atrás da abertura, no grande salao escuro, como eu chamo.

- Quem teve essa ideia?

- Eu. Eu planejei tudo isso aqui, e esses homens colocaram em prática o meu plano. Agradeço muito a eles.
Depois de cinco minutos, descendo as escadas, chegamos ao final da escadaria, o local onde caberia varias pessoas. Um velho em sua canoa, estava ancorado naquele lugar. Subimos na canoa e sentamos nela, o velho começo a remar aproximando-se da terra firme. Além de cantar uma musica tribal.
Uma musica que eu conhecia, muito bem, de cor. Tantos anos morando na tribo, essa não deixava de ser o hino da tribo.

Ele nos deixou num outro porto dentro da caverna.

- Me desculpe, mas agente vai para a cachoeira. Da para nos levar?

O homem se adiantou, percebeu que não desceriamos. Então começou a navegar atentamente até o corredor rochoso que dava para cachoeira.

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